quarta-feira, 18 de julho de 2012

Para quem não tem medo do tombo ...


E desde criança eu quis ser advogada. Eu acho que o momento que mais esperei por toda a minha vida foi pelo ingresso na faculdade e bem, nao sei se foi justamente por esperar demais, que, no momento em que coloquei os meus pés dentro dela, o sonho foi descendo ladeira abaixo. Eu passei os cinco anos me debatendo, tentando descobrir se era ali mesmo que eu queria estar, ou, se de repente, eu fui levada por um sonho idealista e na hora de encarar a realidade, eu não gostei nada do que vi.
Antes de entrar numa sala de aula de um curso de Direito imaginava alunos ávidos por discussões e por justiça. Encontrei uma sala apática com pessoas interessadas na próxima bebedeira. Parti para o primeiro estágio, que só aumentou as minhas crises. E assim, eu fui caminhando, as vezes por não querer decepcionar a família, outras vezes por não conseguir encontrar outra coisa que eu soubesse fazer, mas também, muitas das vezes quando eu conseguia fazer algo certo, ajudar alguém com aquele conhecimento, a felicidade era tanta que eu não conseguia me enxergar fazendo outra coisa. E assim, passaram-se os cinco anos.

Eu sei que ao longo desse tempo, eu fui aprimorando coisas que sempre gostei. Eu sempre gostei de moda, é fato. Eu sempre fui vaidosa com roupas e sempre gostei de gastar. Eu sempre gostei de festas, de organizá-las, de juntar os amigos. E, eu sempre gostei de viajar, principalmente de organizar viagens legais com os amigos. Todas essas coisas eu fui fazendo durante a faculdade de forma amadora e nunca havia pensado que eu poderia ganhar dinheiro com isso.

O mais engraçado? Eu sempre critiquei quem não pensa fora da “caixinha” e somente agora eu percebi que passei esse tempo todo, pensando dentro da tal caixa. Eu nunca me vira realizando nenhuma das atividades acima por puro preconceito. Não cresci numa família tradicional, mas, se teve algo de tradicional na minha educação, foi a forma como meus pais guiaram os meus estudos “ nascer, crescer, vestibular pra Direito, concurso publico e morrer” . Do concurso público eu fujo como o diabo foge da cruz, sério, tenho críticas ferrenhas, me dá alergia, um misto de desprezo ( nem sei dizer o que eu sinto direito..ahaha), mas, do resto, eu não consegui fugir e ai eu ficava imaginando a cara do meu pai “ pai, vou fazer moda” , “ pai, vou fazer turismo” ,sério, o homem teria tido um infarto ali naquele momento e eu e meu irmão estaríamos órfãos neste exato momento.

Então, na minha carreira, eu só me imaginava nesta linha tradicional. Terninho preto,salto de secretária e executiva bem sucedida (por que até na linha tradicional, eu sempre sonhei alto..). O tempo foi passando e por mais que eu gostasse do meu curso, eu sempre soube que não estava sendo a mais feliz do mundo ali. Faltava alguma coisa, faltava fazer com mais empolgação, faltava ter mais interesse, faltava ser chefe ( essa é a realidade, não nasci pra essa vida de funcionária).

Eu sabia que queria um negócio próprio, mas, não tinha certeza se seria um escritório de advocacia por que, quanto mais perto do fim da faculdade eu me aproximava, mais planos distintos eu fazia pra mim. E como eu sonhei com uma vida nova. Tentei me matricular numa faculdade de jornalismo, muito cara para quem não tinha mais um pai bancando as contas. Pensei em fazer um curso de eventos ( não sei se ficaria órfã, mas por um momento imaginei ficar viúva antes de casar), sei lá, me passou tanta coisa na cabeça e todas elas exigiam de mim coragem, um certo apoio e o tal do botão do f*** !

Sabe o que é o pior em iniciar algo novo? Aguentar as pessoas que não conseguem pensar fora da caixinha e vivem todo santo dia na mesma vida medíocre dizendo para você que não irá dar certo. E você, TONTA, ainda dá ouvidos para esse povo pequeno.

Você quer ir pra frente e fica com aqueles milhares de “ e se..”, “ e se não der certo”, “ e se eu falir” , “ e se..” , “ e se..” um monte desses dançando, pulando e rindo ao meu redor, me apavorando.

Mas, eu sou da seguinte opinião “ quem quer dá um jeito, quem não quer arruma uma desculpa” e desde o dia em que eu decidi colocar em prática alguns planos sem nem olhar para o lado ou me preocupar com o agouro alheio, sou uma pessoa muito mais feliz. Há muito espaço nessa vida para gente tentar, há mais espaço ainda para tentar, investir e ser feliz.
As maiores amarras que carregamos, são as nossas. São aquelas que a gente põe na nossa cabeça com medo de “passar atestado de fracassado” ao alheio, quando, na verdade, você só de tentar é muito melhor do que qualquer outro que não vai nem para os lados direito, quem dirá para frente.

Os maiores obstáculos que enfrentamos, são aqueles que a gente cria, é o nosso maior julgamento, é o dedo mais firme apontado em nossa direção e nem percebemos o quanto nos sabotamos.
A gente nem percebe quantos sonhos são deixados para trás por medo de tentar. Quantas chances são desperdiçadas por medo de errar. Quantas coisas a gente deixa de conquistar por medo de insistir.

Não, se joga mulher. Quem arrisca não petica, já diria alguém muito sábio por aí. Sabe aquela frase de Orkut (de tão demodê que é) que diz “ sem saber que era impossível, foi lá e fez”, então, sonhe e sonhe alto e o melhor de tudo faça acontecer.
Acredite mais em você do que qualquer outra pessoa. Tenha conhecimento das suas qualidades e saiba pedir ajuda quando necessário, mas jamais deixe de fazer algo por puro medo. Ter medo é mais vergonhoso do que fracassar. Não deixe a vida te levar, conduza a vida à sua maneira, como um tango, um bolero ou uma música do Calypso. Você decide, você é o chefe.
No final das contas só vai restar nessa vida o que a gente fez e, se você nunca fez nada, sinto muito amiguinho, não vai sobrar nem purpurina para alegrar os nossos dias.

E é por isso que ontem, depois de muito aguardar, nos começamos a operar a nossa primeira franquia home office da Clube Turismo, lá eu vou poder fazer tudo aquilo que eu sempre fiz, mas agora cobrarei para isto. Venderei passagens, hotel, seguro viagem, monto pacotes, enfim, faço tudo que você quiser. Irei dar vazão a uma vontade que me persegue e consome há anos e que, agora, finalmente será sanada!

A gente agradece é óbvio àqueles que deram o empurrão para fazer acontecer. Ao marido que pela primeira vez, acreditou e apostou junto de mim. Ao Papai que apoiou e paitrocinou uma parte e até ao sogro que fez uma análise de risco positiva acalmando o Bruno.

 A primeira, por que muitas ainda virão, já que o sucesso só depende de nós =)




beijos

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